sábado, 3 de julho de 2010

Nunca quis brinco ou tatuagem, e meu cabelo não serve para deixar comprido.
Acho que todos esses símbolos têm que possuir um signifiado verdadeiro, você é mais que esses símbolos, naturalmente mais.
Porém, hoje percebo que, talvez precise dessas coisas. Achei que eu por mim mesmo seria o suficiente - engano besta.
O silêncio revela a medida dos sentimentos.
No silêncio, sinto prazer.
No silêncio, me angustio.
Não preciso tentar me inserir num mundo que não é o meu
Não existe fora de mim o mundo que é o meu.
Não posso ficar triste ao saber que só existe UM de cada coisa.

Solidão III

Um gato, vivendo em um apartamento, observa a rua.
Um homem, vivendo em um apartamento, observa a TV.
Com alguns poucos amigos à minha frente rio e converso a noite toda.

O melhor filme é aquele em que não acontece nada
Nossa vida oculta o nada dela mesma.
A única razão por se viver é o acaso de estarmos vivos.
Como no cinema, ações dizem muito mais que palavras.
A palavra pode ser oculta, incompreensível, cultural.
As ações são definidoras, mesmo que por um momento.
Platão e Aristóteles criavam imagens, mas as imagens não eram deles, eram de quem ouvia
Jesus Cristo e Maomé criavam imagens, mas as imagens não eram deles, eram de quem ouvia
Hoje, não consigo imaginar além das imagens que me dão
Me vejo todo no espelho
Releio tudo o que escrevi.
A gente é o que a gente pensa que é.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

As palavras têm vários significados em si mesmas.
Tento decifrar o que escreve por meio de abstrações.
Só que mensagem não está nas palavras principais, ela se esgueia pela conversa como um todo.
- Há sete anos eu venho aqui. Todo dia, você sabe, a gente vem aqui comer. E tá tudo igual.
Hoje seu prato não passou de R$6,00.

Solidão II

Um gato, vivendo em um apartamento, observa a rua.
Um homem, vivendo em um apartamento, observa a TV.
Espero mensagens pelo MSN.

Solidão I

Um gato, vivendo em um apartamento, observa a rua.
Um homem, vivendo em um apartamento, observa a TV.
Por telefone, fiquei sabendo das novidades.

Picou banana, maçã, mamão.
Aproveitou o barulho do liquidificador para chorar sem vergonha.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

- Divirtam-se todos!
E pensaram que ele iria providenciar tudo o que precisassem.
Morreram sem esforço algum e caíram no esquecimento.

sábado, 26 de junho de 2010

Em casa, espero todos se conectarem.
Finalmente um mundo que é realmente meu.
Conversamos a noite toda e decidimos que nada será feito.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Um homem sentado, copo na mão, luzes refletidas por toda a parte.
Duas mulheres dançavam no palco improvisado.
Luzes e música alta aujudavam a se desligar do mundo por um breve momento.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Vivi como uma bela música que nunca começa.
Era uma sala tão grande que não consegui ver as paredes nem o teto.
No entanto, tudo ecoava.
Estava sozinho e assombrado pelos meus reflexos.
Enquanto dançava
A música era como um sopro.
O ar frio me dizia "só conheces o teu passado".

terça-feira, 22 de junho de 2010

- Isso aí queima.
- Queima? E você já colocou a mão pra saber quanto que queima?
- Não.
Colocou a mão e saiu triunfante por confirmar com suas próprias mãos que, de fato, queima.
- Gostou da sua lasanha?
- A parte que estava quente ficou ótima.
Lasanha de microondas.
I could go and speak something really small and stupid in english.
Everything goes smart, funny and even clever in this lenguage.
But, as far as i know, some really good stuf works for any way of conversation.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Ao longe, um sino.
Ele anuncia algo, mas não sei o que é.
Mas o meu sino, que bate ao longe, é muito mais do que simples metal.
Uma música entrava pelos ouvidos.
Mas não era a música aquilo que ele ouvia.
Ouvia ele mesmo, de dentro para fora.